Todo mundo mede pageview. É o número que aparece em primeiro lugar no Google Analytics, é fácil de entender e fácil de reportar. O problema é que pageview não diz nada sobre se o usuário encontrou o que procurava, se voltou, ou se a visita resultou em qualquer coisa relevante para o negócio.
Métricas de vaidade — pageview, seguidores, impressões — são fáceis de aumentar e difíceis de conectar a resultado real.
Em plataformas editoriais ou de blog, o mais importante não é quantas páginas foram vistas — é se o conteúdo foi consumido. Scroll depth, tempo na página e taxa de retorno são indicadores muito mais úteis do que pageview bruto.
Um artigo com 10.000 pageviews e 15 segundos de tempo médio na página está servindo para uma coisa muito diferente de um artigo com 3.000 pageviews e 4 minutos de tempo médio. A decisão de investir em mais conteúdo desse tipo depende de saber qual dos dois está performando melhor — e pageview não responde essa pergunta.
Em SaaS ou plataformas de serviço, as métricas que importam giram em torno de ativação, retenção e expansão.
Ativação: qual percentual de novos usuários completa a ação que define “entendeu o valor do produto”? Retenção: qual percentual volta na semana seguinte, no mês seguinte? Expansão: usuários que ficam estão usando mais funcionalidades ou continuam no mesmo nível?
Essas três métricas em conjunto dão uma visão muito mais precisa da saúde do produto do que qualquer número de visitas.
O problema de medir demais
O excesso de métricas é tão problemático quanto a falta. Dashboards com 40 indicadores não orientam decisões — paralisam. Alguém precisa decidir quais 3 ou 4 números representam saúde do negócio nesse momento, e o time precisa concordar com essa escolha.
A revisão periódica das métricas monitoradas é tão importante quanto a coleta. O que era relevante no lançamento pode não ser o que importa seis meses depois.
Como definir o que medir
A pergunta de partida é: qual é a decisão que essa métrica vai ajudar a tomar? Se não há uma resposta clara, a métrica provavelmente não precisa estar no dashboard principal.
Métricas existem para reduzir incerteza antes de decisões. Não para preencher relatórios semanais.